Artigo: Gestão da Propriedade Leiteira

Artigo: Gestão da Propriedade Leiteira

 

      Produzir leite é, hoje, estar inserido em uma das mais importantes atividades econômicas do mundo digna das constantes evoluções e aperfeiçoamentos que vem sofrendo especialmente em busca da qualidade da matéria-prima (NETO, 2009).
      No Brasil, a Instrução Normativa 51 se coloca como um “divisor de águas”, depois da qual se observam grandes esforços e preocupações para buscar soluções que possibilitem uma produção melhor especialmente em termos de qualidade (SOUZA, 2009).
      Os reflexos desse novo ambiente manifestam-se por meio de uma maior especialização do setor leiteiro, na redução do número de produtores, na melhoria da qualidade do produto e no aumento da escala de produção e produtividade. Quem não consegue lidar com estes aspectos e lançar um olhar mais técnico sobre a atividade acaba sendo automaticamente expulso do segmento (GODINHO e CARVALHO, 2009).
      Entretanto, no Brasil, ainda são poucos os produtores que tratam as suas propriedades como verdadeiras empresas. E este é um erro grotesco. A atividade leiteira é uma das que mais exige competência em sua gestão. Planejamento adequado e organização permanente são os dois fatores administrativos mais importantes para que a atividade leiteira se torne sólida, se fortaleça, se modernize e cresça de forma rentável (NOBRE e COUTINHO, 2009).
      A não obtenção de resultados satisfatórios ocorre geralmente devido a gerenciamento inadequado. Grande parte dos produtores não tem o hábito de fazer anotações e usar ferramentas de gestão adequadas, sendo que, sem informações confiáveis acerca de sua atividade não têm como tomar decisões seguras, sejam elas técnicas ou econômicas (DANTAS, 2009).
      Assim, é crucial para o produtor/empresário contar com o maior número de informações possíveis para que tenha condições de identificar possíveis falhas técnicas e administrativas, introduzir novas tecnologias, mudar métodos de trabalho, evitar prejuízos e melhorar a sua rentabilidade (NOBRE e COUTINHO, 2009).
            A qualidade gerencial é, portanto, o caminho para viabilizar a propriedade leiteira. Independentemente do tamanho da propriedade, o bovinocultor deve acima de tudo ordenhar lucros (NETO, 2009).

Referências
- DANTAS, L. de O. A. Administrando a empresa produtora de leite. In: BRITO, A. S. de.; NOBRE, F. V.; FONSECA, J. R. R. (Orgs.). Bovinocultura leiteira: informações técnicas e de gestão. Natal: SEBRAE/RN, 2009. p. 256-263.
-GODINHO, R. F.; CARVALHO, R. de. C. R. Gestão de sistemas de produção de leite. Ciência et Praxis, [Passos], v.2, n.3, 2009. Disponível em: <http://www.fip.fespmg.edu.br/~edifesp/index.php/scientae/article/view/103/61>. Acesso em: 09 set. 2011.
- NETO, J. F. de M. A ordenha de negócios. In: BRITO, A. S. de.; NOBRE, F. V.; FONSECA, J. R. R. (Orgs.). Bovinocultura leiteira: informações técnicas e de gestão. Natal: SEBRAE/RN, 2009. p. 5.
- NOBRE, F. V.; COUTINHO, R. M. A. Proteção e fortalecimento das explorações leiteiras. In: BRITO, A. S. de.; NOBRE, F. V.; FONSECA, J. R. R. (Orgs.). Bovinocultura leiteira: informações técnicas e de gestão. Natal: SEBRAE/RN, 2009, p. 247-255.
- SOUZA, G. de. P. M. Ordenha Higiênica. In: BRITO, A. S. de.; NOBRE, F. V.; FONSECA, J. R. R. (Orgs.). Bovinocultura leiteira: informações técnicas e de gestão. Natal: SEBRAE/RN, 2009. p. 221-229.